Evitar Reclamações Rx

Estima-se que entre 1 e 5 em cada 100 pacientes não ficam satisfeitos com a nova prescrição dos óculos por não se sentirem confortáveis. Para além do transtorno causado para o paciente, esta situação causa consideráveis perdas económicas.

Sem englobar os problemas de adaptação à nova graduação causados pelos erros de montagem e ajustes da armação, apresentamos abaixo um resumo com os erros mais comuns e respetivas recomendações para evitar pacientes insatisfeitos.

Hipercorreção de hipermetropes: pode afetar a visão de alguns pacientes adultos. Nos casos de endoforias pode ser favorável prescrever o máximo de positivo.

Hipocorreção de míopes: pode afetar a perda de contraste e a visão noturna, principalmente em pacientes presbitas.

Variação brusca de esfera, cilindro ou eixo: variações superiores a 0.75 dioptrias esféricas devem ser consideradas antes de prescrever, assim como variações bruscas no tórico e eixo.

Variação brusca de adição nas lentes progressivas: principalmente na variação para alta adição. Alteração do desenho da lente progressiva também deve ser tido em conta.

Determinar a visão de perto e intermédia: pode ser útil determinar e prescrever a visão intermédia e a visão de perto, principalmente em adições moderadas e altas, assim como em utilizadores de computadores.

Distância de vértice: pode influenciar a prescrição final, principalmente quando se usa o foróptero e em pacientes com altas ametropias.

Distancia observação dos optótipos de longe: consultórios pequenos ou sem sistema de espelhos pode afetar a graduação prescrita. Para 4 metros temos considerar -0.25 dioptrias.

Alteração prescrição em pacientes com baixa visão: é importante informar o paciente sobre a possível melhoria de acuidade. Mesmo com variações de graduação significativas podem não representar melhoria de acuidade visual para o paciente.